A punição do duende insubordinado
A OBRA A SEGUIR É UMA OBRA DE FICÇÃO. QUALQUER SEMELHANÇA COM A REALIDADE É MERA COINCIDÊNCIA
Os cartazes do duende insubordinado alteraram drasticamente o humor de Noel, ele estava cada vez mais irritado. A primeira coisa que Noel procurou fazer foi descobrir quem estava escrevendo aquilo, depois de uma semana, ele descobriu. Foi até o duende, confiante de que acabaria com aquilo ali mesmo, pois além de tudo, ele era o grande Noel, e sempre achava que estava com a razão. [Sempre achar que está com a razão é um dos sintomas da Ditatorium Compulsivum].
Lá estava Noel de frente para o duende insubordinado, é você quem está colocando estes papéis? E o duende prontamente respondeu: sim, sou eu. Então, Noel chamou este e mais outros duendes da mesma repartição do insubordinado para conversar, quando Noel entrou na sala de conferência, vários outros duendes saíram, já estavam cansados das desculpas de Noel, tamanha era sua fama. Até hoje, existem muitos duendes cansados das desculpas de Noel, da Barbie e de Susy. Embora Susy não tenha opinião própria, pois tudo o que ela quer fazer pergunta primeiro para a Barbie, a mesma coisa acontece com Noel, mas este parece, e apenas parece ter um pouco mais de domínio.
Naquele momento, começaram as perguntas, os duendes tinham várias destas, eles estavam na fábrica para produzir bem o chocolate e estariam saindo em breve para uma fábrica maior. As respostas de Noel sempre foram evasivas, fugia sempre que podia do assunto real, sempre dando respostas que nada tinha haver com a pergunta, pois na verdade, ele nunca soube de nada. Os duendes ficavam impressionados com as respostas do duende insubordinado às loucuras que dizia Noel. Noel saiu da sala de conferencia desapontado, ele não conseguia convencer aqueles duendes, esbanjando a doença do poder encima dos pobres duendes. Ele não sabia, mas muitos duendes estavam já vacinados, durante anos eles iam tomando a Trivalente contra Barbie, Noel, Susy e outras doenças comuns do poder. Santa vacina que salvou a muitos ali. Noel parava o duende nos corredores da fábrica, ele dizia que os compradores de chocolate que chegassem à fábrica, deixariam de comprar por causa daqueles cartazes. Valia de tudo para convencer a tirar aqueles cartazes, e mentir nunca foi problema para Noel. Então chegou o dia que não dava mais para adiar, ele teria que chamar os grandes duendes do duende insubordinado na fábrica. O duende insubordinado ainda assim não se debateu, continuou. Noel não conseguindo achar o grande duende, mandou um distribuidor ir pessoalmente à casa do duende insubordinado com uma carta pedindo que o grande duende fosse à fábrica.
Não sabia Noel – aliás, deve-se parar de escrever isso, não é novidade nenhuma Noel não saber de algo – que o grande duende também estava vacinado. Noel desde o começo acreditava que existia alguém por traz do duende insubordinado, mandando-o fazer aquilo, Noel não passava de um ignorante, para ele ser apenas um duende não valia de nada, duende era só duende, até hoje, ele vive dizendo que existem pessoas por traz dos duendes, ele acha que os duendes não têm capacidade de se unirem e de lutarem, que eles precisam de pessoas maiores. Noel nunca passou de um ignorante.
Mas ele não agia sozinho, juntou sua trupe para conversar com o grande duende do duende insubordinado e o duende insubordinado. Lá estava ele, Susy, e a personagem que vai aparecer só agora nesta história, mas teve grande participação no passar dos anos nesta fábrica das terras baixas, a Bruxa-mor, esta tem a figura literalmente que se faz em filmes americanos, corcunda, muito feia, com uma verruga no nariz pontudo e para frente, e com sua negra capa esvoaçante. Na maioria das vezes se disfarça de velha senhora de bem, com um rosto bonito, oferecendo sua maçã ao primeiro duende inocente que aparecer. Mas naquele dia, ela se mostrou exatamente como era.
O duende insubordinado não era nenhum idiota, ele sabia que poderia ter a participação de um padeiro na sala. Aquela era a sala de Noel, uma breve descrição para que possam entender como era: uma chaminé para a saída, onde Noel poderia fazer seus feitiços tranquilamente com a participação de sua equipe, a Bruxa-mor sempre foi presença garantida naquele caldeirão, preparando poções de fofoca e intriga; também havia um espelho mágico por onde Noel via tudo que acontecia fora de sua sala, e acompanhava o andamento da fábrica; entre outras coisas, o clima era frio e sem cor, sem vida. O duende chamou uma jovem padeira para acompanhá-lo, era tudo que Noel não poderia esperar. Esta jovem já havia combatido com Noel em outras épocas mais antigas, quando começou a perceber os primeiros erros de Noel, também estava muito bem vacinada, seu nome é Animosidade.
Animosidade não era uma padeira comum, ela dominava a essência do chocolate, a única padeira da fábrica que conhecia o chocolate do ponto mais amargo ao mais doce, pois sua arte era a mãe das magias antigas de se fazer chocolate. Mesmo conhecendo uma arte tão antiga, era uma moça nova, bonita, o tamanho de sua simpatia, seu charme e seu poder compensavam sua altura.
Quando Animosidade entrou na sala, Noel foi logo esbravejando:
- Você NÃO VAI PARTICIPAR?
- E eu posso saber o porquê? Perguntou o grande duende.
Noel ficou confuso, a resposta era clara, ele não queria, era tão somente isso, mas ele não poderia dizer isso, e em completa estupidez acabou soltando... Com um grito:
- PORQUE EU NÃO QUERO. Hunf.
Noel começara a perder pontos. Enfim Animosidade permaneceu na sala, a discussão rolava, e o duende insubordinado insistia em suas colocações, e idéias. Noel procurava papéis para provar tudo o que dizia, mas não os encontrava e se enrolava com isso, na verdade, eles saíram daquele lugar com a dúvida de que aqueles papéis existiam.
Não houve punição para o duende insubordinado, pois não havia nenhuma lei nas terras baixas que o proibissem de fazer aquilo. Noel estava muito revoltado com a situação, ele se sentira um idiota com tudo aquilo e não conseguira convencer nem o duende nem o grande duende. Noel continuou sua trilha em breve ele atacaria todos os grandes duendes da fábrica.
Continua...
Próximo capítulo: A vingança da Barbie: seis jogados no cárcere.
Muito bom..
ResponderEliminarReparei bem nesta história e não sei porque, mais parece um roteiro sabiamente descrito de um local que conheço, bem, sou um desses duendes insubordinados combatendo contra esse pequeno noel ( Petulante ). Todos devemos abraçar essa luta.
Matheus de Matos Chagas ELE 231
Muitoo bom !
ResponderEliminarElizabeth Ferré Mec 231
Isso ai, expresse sempre aquilo que achar correto, temos esse DIREITO não podemos abrir mão disso.
ResponderEliminarYuri Lucas MEC 241
Gostei muito e apoio qualquer um dos movimentos do I9....
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