Não nego...

"Não nego a competência, por outro lado, de certos arrogantes, mas lamento neles a ausência de simplicidade que, não diminuindo em nada seu saber, os faria gente melhor. Gente mais gente".

Paulo Freire

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Crônica - Capítulo Zero (Introdução)

A OBRA A SEGUIR É UMA OBRA DE FICÇÃO. QUALQUER SEMELHANÇA COM A REALIDADE É MERA COINCIDÊNCIA


Quando Papai Noel trouxe a Barbie para a Fábrica – Capítulo zero


            Em uma terra bem distante daqui, o rei Greysmon discutia com O Desconhecido:
- Hoje eu tive um sonho. E foi lindo.
- Que bom, oh Rei, e o que sonhou?
- Então, eu sonhei com as terras baixas cheias de chocolate. Eu vi uma fábrica gigantesca, com bons padeiros, confeiteiros e distribuidores. Precisamos levar o chocolate às terras baixas.
- Certo, e o porquê de o Rei está contando isso para mim?
- Porque será você que irá dirigir esta fábrica.
- Eu? Mas porque eu? Tem o Coelho da páscoa.
- Ele não aceitou, disse que é muito trabalho. Ele não quer começar nada.
- Então eu aceito.
- Certo, vamos começar o projeto.
                O que ninguém sabia era que o Papai Noel estava atrás da porta ouvindo tudo.
- Eu preciso deste cargo. Não será do Desconhecido.
...
E esta parte da história permanece oculta até aos olhos mais atentos.
Papai Noel conseguiu o cargo, ainda hoje os duendes das Terras altas se perguntam como. Começaram os preparativos, primeiro conseguiram um local, uma grande fábrica. A verdade, porém era que o Papai Noel não entendia de chocolates, as pessoas mais preparadas para isso eram o Desconhecido e o Coelho da Páscoa, o primeiro sumiu no mapa, não se sabe aonde foi parar. O segundo não aceitou, embora entendesse bastante de chocolates, não poderia aceitar, ele tinha planos maiores.
                O Papai Noel, como o Rei apenas entendiam de política, de chocolate que é bom, nada.
                 O Rei chamou o Noel no seu escritório:
- Certo, agora é com você, irá dirigir nossa nova fábrica nas terras baixas. Está preparado?
- Preparado!? Claaaaro.
- CLARO QUE NÃO! Ah! Eu irei te ajudar.
- E como?
- Primeiro: quando começar a faltar coisas: ingredientes e máquinas, por exemplo, culpe o sistema e a burocracia. Segundo, você terá ajuda de três pessoas, na verdade, procure cobaias, eles vão te ajudar, atenção, procure pessoas inteligentes. Não se esqueça disso.
- Certo
                Noel se esqueceu disso. Chamou duas padeiras e um distribuidor, elas dominavam as magias da língua e o distribuidor tinha experiência com os números.
...
A fábrica estava aberta, Noel levou sua equipe para conhecer o local, por fora era incrivelmente lindo. Mas por dentro, tudo fedia principalmente o escritório de Noel.
Foi neste dia que o Papai Noel levou a primeira pessoa, um velho sábio, que iria cuidar das papeladas da fábrica, o distribuidor. Ele tinha bom coração, mas não sabia muito bem o que deveria fazer. As coisas não saíram muito bem com ele.


E depois de uns dias chegou a Barbie, era uma típica boneca americana, com seu carrão, e suas longas madeixas louras. Ela sabia o que fazer, mas... Não tinha bom coração. Ela iria dirigir a produção de chocolate enquanto Noel dirigia a fábrica toda.
Ela tinha experiência com a magia da grande língua, e produção de chocolate, todos os duendes acreditariam nela. Doce engano.
Abriram as vagas para padeiros, confeiteiros e distribuidores. Muitos se candidataram, mas poucos passaram nas provas muito difíceis. Logo após, abriram as vagas para duendes, essas provas foram mais fáceis, e logo a fábrica estava cheia de duendes produzindo chocolate.
As condições da fábrica não eram das melhores. O chocolate era feita de forma muito caseira. Os padeiros, os confeiteiros e os distribuidores começaram seus trabalhos; juntos com os duendes, acreditavam no Papai Noel, todos queriam produzir chocolate da melhor forma.
...
Mas logo, todos os problemas apareceram. Os ingredientes começavam a faltar, as máquinas não chegavam, e logo alguns duendes estariam saindo para produzirem chocolate em maiores proporções. Mas não estavam preparados, por causa das dificuldades na fábrica.
Vendo as dificuldades de crescimento dessa nova fábrica, alguns padeiros foram mudando de fábrica, onde a maioria foi para as fábricas das Terras altas, alguns para outras fábricas que abriam em outras terras. Alguns duendes também iam saindo.
...
A terceira pessoa foi uma outra dominadora das artes mágicas da língua, na verdade ela estava sumida, não se sabia onde. Susy era seu nome. Estava completo o time: o grande sábio, Barbie, Papai Noel e agora Susy. Susy era morena, bonita e muito simpática, com um alto carisma, conquistava a confiança dos duendes. Acredita-se que ela seja apenas manipulada pela Barbie, mas isto ainda resta dúvidas. Susy recebeu uma direção fantasma, ninguém sabia deste cargo, nem padeiros, nem distribuidores, tampouco os duendes. O cargo era a coordenação dos diferentes sabores, pois era importante a diversidade de chocolate para a fábrica. Mas ninguém podia saber disso.
Agora com o time completo. Noel tinha todo o poder, já não era mais o bom velhinho.
...
                Surgiu assim, um duende que lutava pela diferença, ele acreditava na mudança como alternativa de melhorias, acreditava que Noel poderia mudar e melhorar a situação, depois ele viu que não. Noel estava contaminado pela doença do poder, uma doença muito comum e com poucas chances de cura. Depois ele descobriu que a Barbie colocava todos os dias na bebida de Noel as bactérias, ditatorium compulsivum, da doença do poder.
                O duende insubordinado como ficou conhecido logo depois, começou a escrever cartazes para chamar a atenção de Noel, para que ele reconhecesse os erros e assim tivesse a chance de mudar, com os cartazes, o duende tinha grandes esperanças. Mas estas foram frustradas. Noel se tornara um ditador. A doença do poder chegou ao seu ultimo nível.
Continua....
Próximo Capitulo: A punição do duende insubordinado (Capitulo 1)


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